Associações representando o setor de jogos e loterias no Brasil entraram com ação no Supremo Tribunal Federal pedindo a suspensão da medida provisória que proibiu as apostas de quota fixa, conhecidas como bets, em todo o território nacional. Segundo a petição apresentada na segunda‑feira (28), a ANJL e o IBJR alegam que a MP não atendeu ao requisito de urgência e teria sido usada com desvio de finalidade, uma vez que o próprio governo Lula havia encaminhado ao Congresso um projeto de lei para regulamentar o mercado de apostas online, que foi aprovado e resultou no marco regulatório sancionado em 2023. As entidades apontam que, atualmente, as plataformas já estão impedidas de receber novas apostas, mas solicitam que os efeitos da MP sejam suspensos até que o STF julgue a questão ou que o Congresso volte a deliberar sobre o tema. O pedido foi dirigido ao ministro Luiz Fux, relator das ações que já questionam a legislação de 2023, com ao menos três processos em curso naquela corte.
Associações de jogos pedem ao STF suspensão de MP que proibiu apostas online
Publicado em
Atualizado em

Contexto
Nesta matéria
Leitura regional
- Global
- Leitura sistêmica do evento, coordenação multilateral e efeitos de segunda ordem. Foco em fluxo de capital, consumo e sensibilidade macroeconômica.
- apostas online
- MP
- STF
Evidências e transparência
Fontes e apuração
Informação baseada em fonte primária oficial: Agência Brasil/EBC.
Fontes
Agência Brasil/EBC
agenciabrasil.ebc.com.br
Afirmações verificadas
- Verificada
ANJL e IBJR pediram ao STF a suspensão da medida provisória que proibiu as bets em todo o Brasil na segunda‑feira (28).
- ANJL e IBJR pediram nesta segunda‑feira (28) ao STF a suspensão da medida provisória que vedou as bets no Brasil.
- Verificada
As plataformas de apostas já estão impedidas de receber novas apostas em razão da MP.
- As plataformas já estão impedidas de receber novas apostas.
- Verificada
No STF há ao menos três ações que questionam o marco regulatório de 2023 sobre apostas online.
- Sobre esse marco, há no Supremo ao menos três ações que questionam essa legislação.
- Verificada
A medida provisória proíbe em todo o território nacional a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa (bets).
- A MP proibiu em todo território nacional a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quotas fixas, as chamadas bets.
- Verificada
As associações alegam que a MP carece de urgência e representa desvio de finalidade, pois o governo Lula havia enviado ao Congresso um projeto de lei para regulamentar o mercado de apostas online, aprovado e sancionado em 2023.
- As associações alegam ainda desvio de finalidade da MP, pois o governo não teria demonstrado a urgência que justificasse o atropelo do processo legislativo sobre o tema. Na peça inicial, as entidades destacam que o próprio governo Lula enviou ao Congresso um projeto de lei para regulamentar o mercado de apostas online, o que foi aprovado e resultou no marco regulatório sobre o tema, sancionado em 2023.
- Verificada
As associações pediram ao ministro Luiz Fux, relator dessas ações, a suspensão imediata dos efeitos da MP até que o STF julgue o tema ou o Congresso delibere novamente.
- As associações pediram ao relator desses processos, ministro Luiz Fux, a suspensão imediata dos efeitos da MP, ao menos até que o STF julgue o tema ou que o Congresso delibere novamente sobre o assunto.
Conhece alguém que entende do assunto?
Convide alguém para contribuir com contexto ou evidência. As contribuições passam pela redação antes de virarem parte da matéria.