O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, declarou nesta segunda-feira que a confiança apenas em compromissos voluntários das empresas que desenvolvem inteligência artificial de fronteira não é suficiente para enfrentar os danos já observados nem para impedir que modelos autônomos de alta capacidade contornem as proteções humanas existentes. Segundo ele, os governos devem avançar com regras mais rigorosas e coordenadas internacionalmente para reduzir os riscos existenciais associados a sistemas de IA cada vez mais autônomos. Türk destacou que, sem uma estrutura regulatória robusta, os avanços tecnológicos podem superar os mecanismos de segurança atuais, colocando em risco direitos fundamentais e a estabilidade social. O apelo foi feito durante um comunicado oficial da ONU, reforçando a necessidade de ação governamental imediata.