A falta de um acordo global para enfrentar as secas pode trazer consequências graves para as comunidades ao redor do mundo. Especialistas e organizações ambientais expressaram sua decepção e frustração com o resultado da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), que terminou sem um consenso sobre como lidar com as secas. O representante da organização Wetlands Internacional, Richard Lee, destacou que a falta de consenso acontece em um momento em que o número de desastres pelo mundo não para de crescer, com a Europa sofrendo com uma seca histórica e os níveis de água caídos a patamares recordes no Rio Colorado, nos Estados Unidos. Além disso, o chamado Super El Niño traz riscos de secas devastadoras do Sul da África até a Amazônia. A falta de ação dos governos pode custar caro para as comunidades, que já estão sofrendo com os impactos das secas.