A análise dos resultados do Pisa 2025 revela que, embora o Brasil tenha reduzido a distância entre o desempenho de seus estudantes e a média dos países da OCDE, isso não significa necessariamente um avanço em termos de aprendizagem. Especialistas apontam que a aproximação ocorreu principalmente porque o desempenho brasileiro permaneceu relativamente estável, enquanto a média da OCDE recuou, especialmente em matemática. O vice-presidente de Educação da Fundação Lemann, Felipe Proto, destaca que o Brasil precisa promover ganhos consistentes de aprendizagem para alcançar melhorias reais. Rodrigo Fulgêncio, da Associação Brasileira de Sistemas de Ensino e Plataformas Educacionais (Abraspe), observa que, apesar de melhorias em ciências e leitura no longo prazo, a queda na média da OCDE, especialmente em matemática, contribuiu para a aparente melhora do Brasil. Portanto, o desafio continua sendo garantir que o país não apenas mantenha seus resultados, mas também promova avanços significativos em todas as áreas avaliadas.