Na sexta-feira (9), o governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, anunciou a aplicação de sanções contra o Tribunal Penal Internacional (TPI). A medida ocorreu poucas horas depois que uma das ex-juízas do tribunal recebeu o Prêmio Nobel da Paz, um reconhecimento internacional pelo seu trabalho em direitos humanos e justiça internacional. As sanções norte-americanas incluem restrições financeiras e de visto contra funcionários do TPI, conforme declarado por oficiais da administração Trump, que acusam o tribunal de agir de forma parcial e de ultrapassar sua jurisdição. Especialistas em direito internacional apontam que a decisão pode gerar tensões entre os EUA e os países que apoiam o TPI, além de levantar questões sobre a cooperação futura em investigações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Enquanto defensores dos direitos humanos veem a ação como um ataque à independência judicial, apoiadores da medida argumentam que é necessário garantir que o tribunal não seja utilizado para fins políticos. O episódio destaca a crescente polarização em torno das instituições de justiça global e o papel dos Estados Unidos nesse cenário.