O governo dos Estados Unidos decidiu retirar o visto de entrada de 26 autoridades pertencentes a países da América Latina, especificamente do Peru, da Colômbia, do Equador e da Bolívia. Entre as pessoas afetadas está o procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, que atualmente conduz uma investigação contra o argentino Fernando Cerimedo, descrito na fonte como operador digital de presidentes que têm afinidade com o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Segundo a mesma fonte, Cerimedo foi preso sob acusação que não foi detalhada no trecho disponível. Mariaca, eleito pelo parlamento boliviano em 2024 para um mandato de seis anos, afirmou que a restrição ao seu visto representa uma violação à soberania da Bolívia e citou o caso Cerimedo como exemplo de como investigações podem ter efeitos que ultrapassam fronteiras nacionais. Ele acrescentou que nenhuma pressão política, seja nacional ou internacional, deve impedir o esclarecimento das questões em curso. A medida dos EUA gerou repercussões diplomáticas e levantou questões sobre a cooperação internacional em investigações que envolvem figuras ligadas a movimentos políticos alinhados ao ex-presidente americano.