No Rio de Janeiro, famílias de devotos mantêm viva a celebração de São Cosme e São Damião, unindo práticas católicas e de umbanda. A professora Caroline Pinho de Araújo, de 40 anos, conta que sua devoção começou na infância, primeiro nas missas da Igreja Católica e, posteriormente, nos terreiros de umbanda. Ela afirma que, além de participar da missa anual, distribui doces em agradecimento pelos empregos, saúde e família que recebeu, destacando que a tradição alegra crianças e adultos. Segundo Caroline, a festa também serve como resposta ao discurso de ódio e intolerância, promovendo o amor e a alegria de ser criança. O padre Luiz Gustavo Menezes do Nascimento, vigário da Paróquia de São Cosme e São Damião em Andaraí, confirma a alegria de receber peregrinos de diversas regiões e lembra que, desde criança, também participava das festividades recebendo doces. Ele destaca que o testemunho dos santos, que deram a vida por Cristo, o inspirou a manter a celebração e que, após aproximadamente 1,7 mil anos, comemorá‑los é considerado uma graça.