O diesel, que na prática é o óleo combustível de destilação, tem seu preço formado por diversos componentes interligados. O principal deles é o valor do petróleo bruto, já que o diesel é derivado desse recurso e sua cotação acompanha as variações do mercado de energia. Além do crude, as margens de varejo, que refletem a diferença entre o preço de revenda nos postos e o custo de aquisição, também têm peso significativo. Os custos de distribuição, envolvendo transporte, armazenamento e logística até o ponto de venda, são outro fator que pode elevar o preço final. Os impostos federais, estaduais e municipais, variando de acordo com a legislação de cada país ou estado, acrescentam uma carga fixa que influencia diretamente o valor pago pelo consumidor. Por fim, o crack spread, indicador que mede a diferença entre o preço do petróleo bruto e o preço dos produtos refinados como o diesel, serve como termômetro da rentabilidade das refinarias; quando esse spread aumenta, as refinarias tendem a repassar parte desse ganho ao preço do produto. Nos últimos meses, a combinação de estoques globais reduzidos de óleo de destilação e a valorização do petróleo bruto tem pressionado esses componentes para cima, resultando em uma tendência de alta nos preços do diesel observada em diversos mercados internacionais.