O ministro Gilmar Mendes, reconhecido como decano do Supremo Tribunal Federal, enviou um ofício na quinta-feira (17) em que levantou questionamentos sobre a forma como a Segunda Turma da Corte está conduzindo a decisão relacionada ao afastamento de um diretor. No documento, Mendes aponta possíveis irregularidades na tramitação do processo e solicita esclarecimentos sobre os critérios utilizados pelos ministros da turma para chegar à conclusão. O ofício reflete um raro momento de divergência interna dentro do STF, onde um dos membros mais antigos da Corte expressa publicamente suas reservas acerca da condução de um caso específico. Embora o teor exato das críticas não tenha sido divulgado na íntegra, o gesto de formalizar as dúvidas por meio de um documento oficial indica que a questão está sendo tratada com seriedade pelos envolvidos. Observadores destacam que tais manifestações podem influenciar o debate sobre a transparência e a colegialidade nas decisões do tribunal, especialmente em processos que envolvem figuras de alto perfil.