O professor e candidato do PSTU à Presidência da República, Hertz Dias, apresentou em entrevista à Agência Brasil os principais eixos de seu plano de governo. Entre eles, destaca‑se a proposta de acabar com a escala de trabalho 6x1, estabelecendo uma jornada de 36 horas sem redução de salários, medida que, segundo ele, buscaria melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Além disso, Dias defende a revogação das reformas trabalhista e da Previdência aprovadas nos últimos anos, argumentando que tais mudanças aprofundaram a precarização e reduziram direitos sociais. O candidato também afirma que enfrentará a dominação de grandes monopólios capitalistas no país, propondo políticas que visem romper com esse poder concentrado. Outro ponto central é o fim das privatizações em setores estratégicos como metrôs, estradas, ferrovias e energia, com a reestatização das empresas que foram vendidas ao setor privado. Segundo o plano, essas ações fazem parte de um esforço maior de reindustrialização nacional, destinado a reverter o que o candidato descreve como um processo de desindustrialização e empobrecimento. Hertz Dias cita dados de desigualdade, afirmando que dois terços da população brasileira vive com até dois salários mínimos, e associa esse quadro à suposta recolonização imperialista que, na sua visão, teria levado o país a um caminho de crescente dependência externa. O documento de governo, divulgado pela campanha, reúne essas propostas como resposta aos desafios estruturais que, segundo o candidato, afetam a economia e a sociedade brasileira.