Na quarta sessão do debate de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada na sexta-feira, líderes de pequenos Estados insulares que se estendem do Caribe ao Pacífico subiram ao pódio para exigir medidas concretas de justiça climática, proteção dos oceanos e maior solidariedade entre as nações. Eles destacaram que o aumento do nível do mar não é mais uma ameaça futura, mas um processo em curso que já está redesenhando as fronteiras territoriais de vários países, forçando comunidades a enfrentar perda de terra e salinização de recursos de água doce. Além disso, os representantes apontaram que os efeitos colaterais de conflitos armados ocorridos em regiões distantes estão sendo sentidos em suas costas, manifestando-se através de fluxos de refugiados, interrupções nas rotas de comércio e pressão sobre economias já vulneráveis. O resumo denominado "The Takeaway" sintetizou esses apontamentos, ressaltando a urgência de compromissos financeiros e tecnológicos por parte dos maiores emissores, bem como a necessidade de fortalecer os marcos legais internacionais que garantam a soberania e a sobrevivência desses Estados diante das mudanças ambientais e geopolíticas em curso.