Sania, uma jovem paquistanesa, descreveu que inicialmente via a saúde mental como uma luta pessoal, mas aos 17 anos, ao enfrentar uma depressão, percebeu que o tratamento oferecido focava apenas no indivíduo, ignorando os fatores estruturais que cercam sua realidade. Ela destaca que muitos jovens no Paquistão têm acesso restrito a emprego, participação cívica e autonomia pessoal, condições que são ainda mais pronunciadas para mulheres e meninas, cujo sofrimento psicológico está intrinsecamente ligado às limitações impostas por normas sociais e econômicas. A narrativa, publicada pela Organização Mundial da Saúde, chama atenção para a necessidade de integrar abordagens coletivas e políticas públicas nas estratégias de cuidado com a saúde mental, além do atendimento clínico individual.