Um relatório da Organização Mundial da Saúde revelou que dois em cada três jovens entre 18 e 30 anos na União Europeia, Noruega e Islândia afirmam ter sofrido algum tipo de abuso, negligência ou violência doméstica durante a infância. O estudo, baseado em entrevistas com 26 mil pessoas realizadas entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, indica que um em cada cinco entrevistados relatou ter vivido quatro ou mais experiências adversas na infância. Segundo a OMS, essa maior exposição está associada a riscos elevados de evasão escolar, desemprego e vida em domicílios de baixa renda, além de menor confiança nos outros e sentimento reduzido de pertencimento à comunidade. Os dados também mostram que o grupo afetado apresenta maior probabilidade de ser vítima de violência e, paradoxalmente, de cometê-la, tendo frequentemente sido alvo de cyberbullying na infância.