Anto nasceu e cresceu na zona rural da Província de East Java, Indonésia, onde a conscientização sobre saúde mental era limitada. Quando começou a apresentar sinais de sofrimento psicológico, sua família, influenciada pelo estigma e pela falta de acesso a serviços adequados, optou por submetê‑lo ao pasung, uma prática que consiste em aprisionar pessoas com transtornos mentais usando correntes, cordas, grilhões ou estruturas de madeira, geralmente aplicada por parentes. Após sobreviver a esse tratamento, Anto passou a defender os direitos das pessoas com condições de saúde mental, contando sua história para conscientizar comunidades e autoridades sobre os danos causados pelo pasung e a necessidade de investir em cuidados psicossociais acessíveis e respeitosos. Seu relato destaca como o medo, a desinformação e a escassez de recursos contribuem para a perpetuação dessa violação de direitos humanos em partes da Indonésia.