Renan Santos, empresário e candidato à Presidência da República pelo partido Missão, divulgou um plano de governo de 51 páginas que propõe um conjunto de ajustes fiscais. Entre as medidas, destaca-se a desindexação de benefícios previdenciários e assistenciais do reajuste do salário mínimo, de modo que os aumentos ficariam limitados à variação da inflação, sem ganho real para os beneficiários. O plano também prevê a revisão do abono salarial, a redução de renúncias fiscais, o fim dos chamados supersalários e uma reforma da Previdência que, segundo os cálculos do candidato, geraria uma economia de R$ 1,1 trilhão até 2031. Outra proposta é a desvinculação dos pisos mínimos de gastos com saúde e educação da receita corrente líquida da União, atualmente fixados em 15% para saúde e 18% para educação, o que abriria possibilidade de redução desses investimentos. Além disso, o documento sugere o fim do programa Bolsa Família e a implementação de tutela federal sobre municípios classificados como ineficientes na gestão de recursos públicos. Todas as informações são baseadas no material divulgado pela Agência Brasil/EBC, que publicou o resumo do plano de governo.