Em agosto, as autoridades brasileiras resgataram 479 pessoas de situações de trabalho análogo à escravidão. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), entre os resgatados estavam 75 mulheres, 9 pessoas que trabalhavam em ambiente doméstico e 13 crianças ou adolescentes. A operação também destacou a presença de migrantes, com 66 vítimas provenientes de países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau. A maior parte dos resgates ocorreu na zona rural, com 292 vítimas, representando 57,5% das fiscalizações. O cultivo de café foi o setor com mais casos, totalizando 53 vítimas, seguido por plantações de cebola, batata-inglesa e outras culturas. Na zona urbana, 178 vítimas foram resgatadas, sendo que a construção civil foi o setor com mais casos, com 85 pessoas. A Operação Resgate, iniciada em 2021, é uma força-tarefa que envolve o MPF, o Ministério Público do Trabalho, a Polícia Federal e a Defensoria Pública da União.