O plano de governo de Romeu Zema, candidato do Partido Novo à Presidência da República, foi divulgado pela Agência Brasil e está organizado em quinze eixos temáticos. Entre as propostas destacam-se a retirada do Brasil do bloco Brics, a eliminação de supersalários para agentes públicos e a redução das taxas de juros e de impostos sobre operações financeiras. O documento também sugere a criação de um regime trabalhista alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). No campo da segurança, Zema propõe classificar facções criminosas como organizações terroristas, construir presídios de segurança máxima em áreas remotas, integrar as Forças Armadas às polícias e tornar obrigatória a prisão preventiva após a terceira prisão em flagrante. Ainda estão previstas a redução da maioridade penal para dezesseis anos ou menos, o fim da progressão acelerada de penas, o funcionamento 24 horas das delegacias da mulher e a ampliação das Patrulhas Maria da Penha. No combate à corrupção, o plano pretende limitar o foro privilegiado exclusivamente ao Presidente da República e condicionar a progressão de pena para corruptos a critérios ainda não detalhados.