A seca na Amazônia atingiu 38% das áreas habitadas no último El Niño, segundo um estudo divulgado pelo Mapbiomas. Isso significa que mais de um terço das ocupações humanas existentes na região tiveram alta exposição aos efeitos do fenômeno. O El Niño se caracteriza pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical e provoca alteração na circulação atmosférica, tornando os volumes de chuvas irregulares. Na Amazônia, ele causa seca e aumento na temperatura. De acordo com o estudo, 2.172 localidades habitadas na região sofreram de forma intensa com o fenômeno. Além disso, a superfície de água na Amazônia ficou 1,9 milhão de hectares abaixo da média histórica dos anos de 1985 a 2025, e o volume de chuva também foi inferior, ficando 27% abaixo da média.