Em decisão unânime, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal manteve a condenação de Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, a quatro anos e dois meses de reclusão pelo envolvimento no esquema conhecido como tarifaço. A corte rejeitou o recurso apresentado pela defesa, que alegava nulidades no processo e pediu a anulatória da sentença. A pena foi originalmente aplicada em primeira instância e, agora, confirmada pelo STF, reforçando a posição da Justiça sobre os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro investigados na operação que apurou o esquema de sobrepreços em contratos de concessão de rodovias. O relator do voto destacou que as provas produzidas nos autos demonstraram a participação do réu nos ilícitos, mantendo a aplicação da lei penal. A decisão tem repercussão no cenário político nacional, uma vez que envolve um membro da família de um ex-presidente da República, e pode influenciar debates sobre responsabilidade de agentes públicos e seus familiares em atos de improbidade administrativa.