O início das provas ocorre a partir das 13h30 deste domingo (8), pelo horário de Brasília, em salas distribuídas por mais de municípios brasileiros.
A preparação para a prova dissertativa envolve o treino contínuo da escrita manuscrita e o controle do tempo. Em Brasília, a estudante do 3º ano de uma escola privada Isadora Abreu, que participa do Enem como treineira desde o 1º ano do ensino médio e disputa uma vaga em medicina na Universidade de Brasília (UnB) ou na Escola Superior de Ciências da Saúde, produziu cerca de seis redações por mês no cursinho e na escola.
A candidata também adaptou sua preparação ao rigor da banca do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) contra os chamados repertórios de bolso, desenvolvendo um modelo de conclusão de quatro a cinco linhas para reunir os cinco elementos exigidos. Seguindo a recomendação de seus orientadores, a estudante planejou não estudar neste sábado (7), véspera do exame, dedicando o dia ao descanso com a família.
Professor de língua portuguesa da rede pública do Distrito Federal há 23 anos, Flávio Miguel leciona no Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab), localizado em Taguatinga, a 30 quilômetros do centro de Brasília, onde cerca de de seus aproximadamente estudantes farão a prova de redação neste domingo. O docente orienta que os candidatos utilizem a língua portuguesa formal, compreendam o tema conforme a Competência 2 avaliada pelo Inep e empreguem conectivos que estabeleçam relações lógicas entre os períodos.
Na elaboração da proposta de intervenção social, o professor ressalta que a argumentação deve respeitar os direitos humanos e apresentar de forma clara os cinco elementos exigidos pela Matriz de Referência do Enem: agente, ação, meio, finalidade e detalhamento. Para a revisão final, os inscritos podem analisar redações que alcançaram a nota e consultar a Cartilha do Participante 2026 do Inep, mantendo atenção ao transcrever o texto definitivo para evitar a troca de linhas ou o acréscimo de informações.