Em decisão divulgada neste domingo (11), o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, anulou a liminar do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, que havia determinado a suspensão do canal “Exército do Lula” no aplicativo de mensagens WhatsApp. O grupo, criado por simpatizantes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, era utilizado para compartilhar informações, vídeos e mensagens de apoio à campanha eleitoral. Segundo a Agência Brasil/EBC, a decisão do corregedor foi tomada após análise de pedidos apresentados por partidos de oposição, que alegavam possível abuso de poder político e uso indevido de recursos públicos na disseminação de conteúdo partidário. O ministro destacou que a liberdade de expressão deve ser respeitada, mas que eventuais irregularidades precisam ser investigadas pelas autoridades competentes. A medida gerou reações entre parlamentares e movimentos sociais, que defendem a manutenção do espaço de comunicação como legítimo exercício de participação democrática, enquanto críticos apontam risco de desinformação e campanha antecipada. O Tribunal Superior Eleitoral deverá analisar o caso nos próximos dias, podendo confirmar ou modificar a decisão do corregedor.