A pesquisa nacional Religião e Vida Pública no Brasil, realizada pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser) em parceria com a Quaest Pesquisa e Consultoria e divulgada na semana passada, revelou que a maioria dos evangélicos e cristãos se opõe à indicação de voto por líderes religiosos, à discussão política durante cultos e a campanhas eleitorais dentro dos templos. Apesar de serem frequentemente apontados como blocos decisivos nas eleições de 2026, os dados mostram que 83% dos entrevistados rejeitam a indicação de voto por pastores e padres, 82% são contrários à política nos cultos e 90% se opõem a campanhas eleitorais nas igrejas. O pastor Lucas Oliveira, de 30 anos, que lidera uma igreja batista em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, declarou que o voto deve ser do cidadão e não da religião, resumindo a tensão entre o papel político atribuído ao grupo e a vontade de manter a separação entre fé e partidarismo.