O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (8) adiar o julgamento que verificaria a elegibilidade de Deltan Dallagnol, ex-procurador da República e ex-deputado federal, para concorrer ao Senado pelo estado do Paraná. O adiamento ocorreu após um pedido apresentado pela defesa do político, que alega necessidade de mais tempo para preparar os argumentos contra a ação de inelegibilidade movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) estadual. O PT contesta a candidatura com base na legislação que considera inelegíveis, por oito anos, membros do Ministério Público que tenham perdido o cargo por sentença disciplinar ou que tenham pedido exoneração enquanto tramita processo administrativo contra eles. Dallagnol deixou o MPF após ser condenado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) à pena de censura e advertência, além de ter quinze procedimentos diversos em curso naquele órgão. Enquanto isso, a campanha de Dallagnol continua, mas sua possibilidade de permanecer na disputa depende da decisão futura da corte eleitoral. O TSE deverá marcar uma nova data para analisar a questão, mas, até lá, o registro permanece pendente e o candidato aguarda a definição do calendário judicial.